terça-feira, 13 de dezembro de 2011


Fazem dois dias que voltei de Copenhagen. Sexta-feira de manhã alugamos um carro aqui na Alemanha e conduzimos por 7 horas rumo à capital da Dinamarca. Foram sete horas bem interessantes, levando em conta que foi a primeira vez que andei de carro na Alemanha. Além disso, as estradas são excelentes e eu não estava dirigindo.
Após cruzar a fronteira, o caminho fica ainda mais bonito. A Dinamarca é composta por ilhas, portanto cruzar as enormes pontes que cortam os estreitos do mar do Norte ao anoitecer (lá pelas 16h) pode ser deveras agradável.
Fazia um frio do do diabo (venta muito!) e os preços não são muito amigáveis. Mesmo assim, no curto tempo do fim de semana, conseguimos aproveitar a cidade e algumas das atrações turísticas [baratas].
Abaixo vão as sugestões do que ver na cidade. Basicamente um levantamento das coisas que eu fiz e que são padrão estudante [pobre].

- Walking tour: essa parece uma dica meio óbvia, já sei. Não são em todas as cidades que eu faço walking tour, mas quando se tem pouco tempo para ver muitas coisas, é sempre bom fazê-lo. Este em particular gostei muito, já que o guia contou brevemente a saga dos vikings, as proezas (que eu não sabia que haviam sido tantas) e as desgraças ocorridas ao longo da história do povo dinamarquês. Além disso, é gratis.

- Visita à fábrica da Carlsberg: recomendo a fábrica da Carlsberg assim como recomendo a fábrica da Heineken em Amsterdam. Para quem gosta de cerveja, vai ter a oportunidade de saber um pouco mais sobre o [bróder] Jacobsen, o senhor inventor da Carlsberg e de outras tantas marcas (inclusa uma das mais caras do mundo). A lojinha de souvenirs também é legal, e é possível comprar a cerveja.

- Christiania: para quem nunca ouviu falar, Christiania é uma comunidade independente dentro de Copenhagen. Em 1971, anarquistas, hippies, idealistas e artistas ocuparam uma região no subúrbio da cidade como forma de protesto contra o governo, iniciando assim, o que seria  hoje a comunidade Christiania, inspirada por ideais anarquistas.
Bom, a entrada nesta comunidade é livre. As casas são rústicas e é possível ver acampamentos em alguns locais. Nesta comunidade, a venda de cannabis é permitida, porém o uso de drogas fortes (como a heroína) é proíbido. Também é proibido tirar fotos, correr, porte de armas de fogo ou utilizar qualquer tipo de fogos de artifício. Os mercadinhos me lembraram um pouco de Camden Town, em Londres.
Enquanto caminhamos pela Pusher Street, existem grupos de "seguranças" do lugar, compostos por moradores. Eles ficam vigiando e gritando para os turistas desobedientes que é proibido tirar fotos. Não são muito simpáticos, de fato. Além disso, os vendedores de cannabis espantavam os turistas que vinham só de curiosos olhar suas ofertas, abrindo espaço para os clientes ~sérios~.
Existe uma certa tensão no ar que deixa a comunidade menos confortável [Diferente da tranquilidade de Amsterdam, onde a cannabis também é ~legal~]. Parece que estão, ou talvez de fato estejam, esperando que a qualquer minuto a polícia invada a rua e leve todos presos. Mesmo assim, as os visitantes não se intimidam e não deixam de caminhar pela comunidade.
A arquitetura pitoresca, os ideais anarquistas, a história e o mercado barato (diferente de Copenhagen) e outras curiosidades trazem famílias, crianças, velhinhos e todo o tipo de gente para conhecer. Infelizmente, só consegui tirar fotos da entrada e da saída, uma vez que avançar em direção ao bairro com a câmera na mão não seria possível. Aliás, em uma das saídas da cidade, há um letreiro bem grande escrito "você está voltando para a União Européia".


- A pequena sereia: o escritor desse conto é dinamarquês, então há uma estátua de sereia na beira do mar. Nada demais, mas o caminho até lá, ao lado do porto, é bem tri.

- Museus: são dois, o National Museum e o Viking Ship Museum. O primeiro é grátis, o segundo tem uma taxa pequena. Não consegui encontrar tempo para visitá-los, infelizmente.

- Noite: passamos duas noites em Copenhagen. A primeira noite, que eu só fiquei pelo centro e depois voltei pra casa, meu amigos foram num bar chamado Meat Market. Dizem que comparado com os outros preços da cidade, esse Meat Market é ~pagável~. 
Na segunda noite, e esta eu fui, fomos ao bar Rhino. Fomos levados para este bar por amigos dinamarqueses que encontramos através do CouchSurfing. Gente boa, todos eles! Sobre o bar, não é necessário pagar para entrar e quem quiser, apesar do espaço, pode dançar. Além disso a bebida não é tão cara como outros bares famosos da cidade, acho que vale a pena.
Aliás, foi nesse bar que vimos uma BRIGA VIKING! Tá, na verdade, foi uma briga normal. Começou com dois caras, um muito grande e um mais ou menos pequeno. Depois a briga foi se espalhando e quando vimos, já tinham uns 10 participando. Todos chamando uns aos outros na chincha. O ~evento~ durou uns 15 minutos e depois tudo voltou ao normal. Nossos amigos dinamarqueses ficaram nos pedindo desculpas e dizendo que isso não costumava acontecer com frequência, mas a verdade é que achamos bem legal. 

Domingo pela manhã recolhemos nossas coisas e voltamos a Alemanha. Existe duas formas de cruzar a fronteira, uma pela estrada (que foi como viemos) e outra pela balsa. A volta fizemos de balsa, para economizar gasolina e ver como é.

Finalizando com algumas curiosidades sobre a Dinamarca:
  • A rainha da Dinamarca que traduziu o livro do Senhor dos Anéis de inglês para dinamarquês.
  • Os dinamarqueses brindam com a palavra "skol", que significa o mesmo que "skull" em inglês (crânio). Essa expressão vem de uma antiga atividade viking que consistia em arrancar a ~tampa~ e o cérebro da cabeça dos seus inimigos e BEBER CERVEJA ali mesmo. Então eles levantavam os seus ~copos~ e diziam "skol". ---- "Saúde" é coisa de mulherzinha. "Tim-tim" então...
  • Os vikings chegaram na América do Norte 600 anos antes de Cristóvão Colombo.



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