terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Paris é a cidade mais visitada da Europa, porém não necessariamente a mais legal. Existe gente que acaba visitando a capital francesa pela reputação e não pelo interesse em conhecer de fato o que há lá. E tem gente que, como eu, acha "o que há lá" nem um pouco interessante. Quero expor aqui alguns motivos pelos quais eu acho Paris mais perda de tempo [e dinheiro] do que diversão.

Veja bem, este post é uma opinião pessoal minha e tem por objetivo sugerir aos novos turístas uma visão mais aberta em relação às opções de cidades interessantes que a Europa oferece. Me baseio em coisas que eu mesma vivi e que escutei de amigos que tiveram experiências similares. Lembro também que sou estudante e pobre e minha opinião pode ser completamente dispensável em caso de o leitor pertencer às altas classes da sociedade.

Bom, o primeiro e principal fator contra Paris é o preço. Novidade, né? Hostels (não comentarei hotéis) geralmente têm uma diária bem alta e mesmo que você ache algum com preço relativamente ~pagável~, ele provavelmente vai ser um hostel com uma localização um tanto quanto desfavorável (e aí você gastará dinheiro com o transporte público da cidade, que será comentado no próximo ítem). Mais uma dica: não pense em ter fome ou sede perto do Arco do Triunfo e da Champs Elisèe, porque você vai ter que dar um dedo para comprar uma água. Ah, banheiro é sempre pago em qualquer lugar.

Ser uma cidade altamente turística significa lotada. E isso quer dizer: transporte público lotado, hospedagens lotadas em datas especiais, mais furtos e, consequentemente, mais mercadorias caras que fazem os turistas gastarem todo o seu dinheiro. Vai encontrar dificuldade em: comer em lugares mais baratos (como McDonalds e outros fastfoods) por estarem cheios, em tirar fotos sem que ninguém desconhecido saia nela, fazer trips pela cidade em bicicleta, roler, skate e até mesmo carro. Você vai pegar filas. 

Sujeira. Esta é mais uma das consequências, creio, do fato da cidade ser cheia. Em alguns lugares, a cidade até mesmo pode feder. E POSSO PROVAR: vá à estação da Eurolines (companhia de ônibus que circula por toda a Europa) e fique ali 5min.

Você já sabe grande parte das coisas que vai ver. Por ser tão popular, todo mundo já ouviu falar da Torre Eiffel (que é uma torre bem grande, de fato, e é isso aí), do Palácio de Versalhes, do quadrinho da Mona Lisa no museu do Louvre, de Notredame (que é uma IGREJA), do Arco do Triunfo, etc. As surpresas serão bem menores do que visitar uma cidade completamente nova.

Todas as situações que mencionei acima são fatores que deixam a cidade menos interessante, não? São problemas comuns em grandes cidades do mundo todo e bem evidentes em Paris. Os tomo como exemplo para desmitificar um pouco esse romantismo acerca da capital da França e os menciono como motivos consideráveis para pessoas que estão em dúvida para onde viajar na Europa e tem disponibilidade limitada, de alguma forma.

Cidades como Roma, Barcelona e Londres, que compartilham de características e problemas semelhantes, acabam se tornando lugares mais agradáveis pelas pessoas ~não-rudes~ ali vivem.

Mas, como isso aqui não é nenhum veículo de comunicação corrompido por interesses financeiros maiores, aí vão razões por que você deve, ou pode, ou pode vir a querer visitar esta francesinha pomposa (sim, dentro dos casos abaixo, você tem a minha ~benção~).

“Você fala francês, ou aprende, ou vai lá para aprender”. Vai pra Paris, meu filho. Vai poder praticar a língua, ter oportunidade de conhecer gente do mundo todo e, para os casos de intercâmbio, conhecer melhor e mais profundamente a cidade (e assim, talvez podendo acabar com todos os argumentos que dei para não visitar a cidade).

“Seu sonho da vida inteira foi visitar Paris.” Se eu ainda não consegui acabar com o seu sonho até aqui, então você deve ir a Paris. Vá! Liberte-se! Rompa das amarras do cotidiano e da rotina e obedeça a voz do seu coração. Vá subir na Torre Eiffel e se deleitar com a magnifica vista que vale cada centavo dos 15 euros pagos.

“Você conhece alguém lá.” Bem razoável, não?

Como eu não me encaixo em nenhuma das opções acima, aproveito, portanto, para sugerir cidades que considero tão bonitas e culturalmente ricas quanto Paris. Elas são: Budapeste, Praga, Edimburgo e Florença (Hungria, Rep. Tcheca, Escócia e Itália). Todas consideradas turismo secundário na Europa, mas não menos interessante. [Já fiz um post sobre Praga, ele pode ser lido aqui]

Mesmo assim, tem gente que foi pra Paris e amou. Essas pessoas são bem-vindas a escrever para este blog por que suas experiências na capital francesa foram bacanas e dar dicas sobre.

Para terminar, explico por que eu fui parar em Paris. Para sair da Península Ibérica de trem para destinos como Alemanha, Benelux ou Reino Unido é necessário parar em Paris para trocar o trem. Paris tem umas 348903802 estações gigantescas. Eu acabei parando por lá 2 vezes, uma de um dia e outra que eu tive que passar a noite. Nenhuma das vezes eu pretendia ficar em Paris, queria simplesmente trocar de trem e seguir o meu destino o mais rápido possível, mas como era verão – e no verão o tráfico de gente entre os países aumenta – era difícil demais tomar um trem de longa-distância sem ter feito reserva com semanas de antecedência. E foi assim que eu não tive escolha.




Caculadoras de tarifa de taxis em diversas cidades do mundo:

Taxi Fare Calculation
Taxi Prices - este não faz os cálculos, mas disponibiliza alguns preços aproximados para trajetos comuns, além de outras informações como onde encontrar os taxis na cidade, por exemplo.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Viajar dentro da Europa pode ser bem barato. Ou não. É necessário pesquisar muito entre os sites de diversas companhias de transporte a fim de descobrir a forma mais barata de viajar. O preço pode variar não só em função do meio de transporte, como também da empresa que transporta, data, origem, destino e horário.
Para auxiliar na pesquisa e na comparação de preços, elaborei uma lista de links de empresas de transporte com comentário.

Avião (selecionei somente as companhias low-cost):

- Ryanair - vôos muito baratos, aeroportos em quase todos os países da Europa Ocidental.
- Wizzair - vôos baratos, aeroportos principalmente no centro e leste europeu.
- Easyjet - não tão baratos como os de acima, grande número de aeroportos.
- Vueling - grande número de aeroportos na Espanha e em Portugal.
- Skyscanner - não é companhia, mas eles encontra as tarifas mais baratas entre as companhias. Eu não confio muito, mas para o caso de vôos muito específicos, pode ser que ele ajude!

Atenção às promoções. Elas são o jeito mais barato de viajar.
Cuidado com as taxas de cartão de crédito e com as restrições de bagagem.
Quem quiser compartilhar com mais links, sempre é bem-vindo a participar.
Outras companhias aéreas europeias que também se encaixam em "low-cost": Germanwings, Iceland Express, Aer Arann, Air Baltic, Air Berlin, entre outras.


Trem (não é barato viajar de trem):

- DB Bahn - A companhia de trem da Alemanha. Embora a companhia funcione somente na Alemanha, o site deles é o MAIS eficiente para encontrar trens por toda a Europa! Eles têm dados de trens de quase todos os países e ainda permitem que se escolha "somente trens locais" (no caso de utilizar um passe Eurrail, Interrail*, ou algum outro passe que seja válido em uma região específica) ou todos os trens (incluindo os trens de longuíssima distância ou super-rápidos que necessitam de reserva antecipada). Enfim, para encontrar rotas internacionais, é nesse site.
- Rail Europe - site para reserva de trens antecipadas. Você só vai necessitar este tipo de serviço se o trem for internacional (trechos que não possam ser feitos com trens locais). Reservas também podem ser feitas na própria estação de trem**.
- SNCF - trens na França.
- Renfe - trens na Espanha
- Trenitalia - trens na Itália
- Virgin Trains - trem no Reino Unido
- Polrail - trens na Polônia
- NS - trens nos Países Baixos

* Eurail e Interrail - são passes de trem que possibilitam diversas jornadas em um dia ou diversos dias, em um país ou diversos países. O Interrail é somente para cidadãos da Europa (não necessariamente UE) ou residentes há mais de 6 meses (com carteira ou algum documento de residente, portanto). Logo, o Eurail é o passe dos não europeus.
Este último deve ser feito antes da chegada na Europa, pois lá NÃO é possível fazê-lo (ou então ele pode ser enviado por correio). Além disso, é importante verificar os prazos de validade do bilhete, para que não vençam na época em que for ser validado (já no continente europeu). Infelizmente, ele também é um passe bem mais caro e limitado que o Interrail. O Eurail pode ser feito em agências de viagem ou mesmo pela internet.

Ônibus (low-cost):
- Megabus - empresa presente no Reino Unido, Estados Unidos e Canadá. Através das promoções se consegue preços muito baratos.
- Eurolines - presente em muitos locais na Europa.
- Alsa - onde a Eurolines não alcança. Empresa de ônibus em Portugal e Espanha.

Ônibus de viagem tomei somente com estas três companhias, portanto não tenho conhecimento de outras de baixo custo.

Espero que sejam dicas úteis para quem vai viajar. Hasta luego!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011


Fazem dois dias que voltei de Copenhagen. Sexta-feira de manhã alugamos um carro aqui na Alemanha e conduzimos por 7 horas rumo à capital da Dinamarca. Foram sete horas bem interessantes, levando em conta que foi a primeira vez que andei de carro na Alemanha. Além disso, as estradas são excelentes e eu não estava dirigindo.
Após cruzar a fronteira, o caminho fica ainda mais bonito. A Dinamarca é composta por ilhas, portanto cruzar as enormes pontes que cortam os estreitos do mar do Norte ao anoitecer (lá pelas 16h) pode ser deveras agradável.
Fazia um frio do do diabo (venta muito!) e os preços não são muito amigáveis. Mesmo assim, no curto tempo do fim de semana, conseguimos aproveitar a cidade e algumas das atrações turísticas [baratas].
Abaixo vão as sugestões do que ver na cidade. Basicamente um levantamento das coisas que eu fiz e que são padrão estudante [pobre].

- Walking tour: essa parece uma dica meio óbvia, já sei. Não são em todas as cidades que eu faço walking tour, mas quando se tem pouco tempo para ver muitas coisas, é sempre bom fazê-lo. Este em particular gostei muito, já que o guia contou brevemente a saga dos vikings, as proezas (que eu não sabia que haviam sido tantas) e as desgraças ocorridas ao longo da história do povo dinamarquês. Além disso, é gratis.

- Visita à fábrica da Carlsberg: recomendo a fábrica da Carlsberg assim como recomendo a fábrica da Heineken em Amsterdam. Para quem gosta de cerveja, vai ter a oportunidade de saber um pouco mais sobre o [bróder] Jacobsen, o senhor inventor da Carlsberg e de outras tantas marcas (inclusa uma das mais caras do mundo). A lojinha de souvenirs também é legal, e é possível comprar a cerveja.

- Christiania: para quem nunca ouviu falar, Christiania é uma comunidade independente dentro de Copenhagen. Em 1971, anarquistas, hippies, idealistas e artistas ocuparam uma região no subúrbio da cidade como forma de protesto contra o governo, iniciando assim, o que seria  hoje a comunidade Christiania, inspirada por ideais anarquistas.
Bom, a entrada nesta comunidade é livre. As casas são rústicas e é possível ver acampamentos em alguns locais. Nesta comunidade, a venda de cannabis é permitida, porém o uso de drogas fortes (como a heroína) é proíbido. Também é proibido tirar fotos, correr, porte de armas de fogo ou utilizar qualquer tipo de fogos de artifício. Os mercadinhos me lembraram um pouco de Camden Town, em Londres.
Enquanto caminhamos pela Pusher Street, existem grupos de "seguranças" do lugar, compostos por moradores. Eles ficam vigiando e gritando para os turistas desobedientes que é proibido tirar fotos. Não são muito simpáticos, de fato. Além disso, os vendedores de cannabis espantavam os turistas que vinham só de curiosos olhar suas ofertas, abrindo espaço para os clientes ~sérios~.
Existe uma certa tensão no ar que deixa a comunidade menos confortável [Diferente da tranquilidade de Amsterdam, onde a cannabis também é ~legal~]. Parece que estão, ou talvez de fato estejam, esperando que a qualquer minuto a polícia invada a rua e leve todos presos. Mesmo assim, as os visitantes não se intimidam e não deixam de caminhar pela comunidade.
A arquitetura pitoresca, os ideais anarquistas, a história e o mercado barato (diferente de Copenhagen) e outras curiosidades trazem famílias, crianças, velhinhos e todo o tipo de gente para conhecer. Infelizmente, só consegui tirar fotos da entrada e da saída, uma vez que avançar em direção ao bairro com a câmera na mão não seria possível. Aliás, em uma das saídas da cidade, há um letreiro bem grande escrito "você está voltando para a União Européia".


- A pequena sereia: o escritor desse conto é dinamarquês, então há uma estátua de sereia na beira do mar. Nada demais, mas o caminho até lá, ao lado do porto, é bem tri.

- Museus: são dois, o National Museum e o Viking Ship Museum. O primeiro é grátis, o segundo tem uma taxa pequena. Não consegui encontrar tempo para visitá-los, infelizmente.

- Noite: passamos duas noites em Copenhagen. A primeira noite, que eu só fiquei pelo centro e depois voltei pra casa, meu amigos foram num bar chamado Meat Market. Dizem que comparado com os outros preços da cidade, esse Meat Market é ~pagável~. 
Na segunda noite, e esta eu fui, fomos ao bar Rhino. Fomos levados para este bar por amigos dinamarqueses que encontramos através do CouchSurfing. Gente boa, todos eles! Sobre o bar, não é necessário pagar para entrar e quem quiser, apesar do espaço, pode dançar. Além disso a bebida não é tão cara como outros bares famosos da cidade, acho que vale a pena.
Aliás, foi nesse bar que vimos uma BRIGA VIKING! Tá, na verdade, foi uma briga normal. Começou com dois caras, um muito grande e um mais ou menos pequeno. Depois a briga foi se espalhando e quando vimos, já tinham uns 10 participando. Todos chamando uns aos outros na chincha. O ~evento~ durou uns 15 minutos e depois tudo voltou ao normal. Nossos amigos dinamarqueses ficaram nos pedindo desculpas e dizendo que isso não costumava acontecer com frequência, mas a verdade é que achamos bem legal. 

Domingo pela manhã recolhemos nossas coisas e voltamos a Alemanha. Existe duas formas de cruzar a fronteira, uma pela estrada (que foi como viemos) e outra pela balsa. A volta fizemos de balsa, para economizar gasolina e ver como é.

Finalizando com algumas curiosidades sobre a Dinamarca:
  • A rainha da Dinamarca que traduziu o livro do Senhor dos Anéis de inglês para dinamarquês.
  • Os dinamarqueses brindam com a palavra "skol", que significa o mesmo que "skull" em inglês (crânio). Essa expressão vem de uma antiga atividade viking que consistia em arrancar a ~tampa~ e o cérebro da cabeça dos seus inimigos e BEBER CERVEJA ali mesmo. Então eles levantavam os seus ~copos~ e diziam "skol". ---- "Saúde" é coisa de mulherzinha. "Tim-tim" então...
  • Os vikings chegaram na América do Norte 600 anos antes de Cristóvão Colombo.



Chegando em Copenhagen, nos deparamos com bicicletas. Para todos os lados, de todos os tipos, tamanhos, número de passageiros, cores, estacionadas ou guiadas, novas ou velhas. Claro que esta não é a primeira vez que vejo tantas bicicletas. Aqui na Alemanha as pessoas utilizam muitissimo e também não me lembro de ver mais bicicletas juntas do que Amsterdam. Mas o fato é que Copenhagen também mantém o trânsito de bicis muito grande e uma vez lá, passei a refletir na possibilidade de um brasileiro percorrer todos os dias 20km de bicicleta para ir ao trabalho, assim como fazem os dinamarqueses, holandeses e tantos outros.

É sabido que no Brasil pouquíssimas pessoas utilizam a bicicleta como seu meio de transporte diário. Isso não só é culpa da nossa falta de vontade, mas também da falta de segurança para o ciclista nas nossas cidades com menos estrutura e com motoristas menos respeitosos. O Marcos costuma dizer que país que é desenvolvido pode ser reconhecido pela quantidade de bicicletas. Até agora a teoria dele deu certo, na minha opinião.

Abaixo, um vídeo de 6 minutos sobre o trânsito de bicicletas em Copenhagen, um exemplo para cidades do mundo todo:

Fotos de Copenhagen já estão sendo adicionadas ao meu Tumblr: laurabarros5.tumblr.com :)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A cidade onde eu vivo aqui na Alemanha se chama Paderborn. É uma cidade pequena - uns 160 mil habitantes - localizada na província de Nordrhein-Westfalen, ao noroeste do país. Nesta mesma província estão situadas algumas cidades conhecidas da Alemanha, como Colônia, Düsseldorf, Dortmund e Hannover. Nordrhein-Westfalen também faz fronteira com os Países Baixos e a Bélgica.

São duas as cadeiras que eu faço na Universidade de Paderborn, ambas lecionadas em inglês. Uma se chama "Comparative and International Employment Relations", que, como diz o nome, faz uma comparação das relações de trabalho e tendências econômicas entre diversos países, e a "Gamespiel", que, separados em grupo, os estudantes realizam uma simulação de mercado, lançando, modificando e vendendo produtos em um setor específico. As aulas de alemão, que também terão os créditos aproveitados, tomam a maior parte do meu tempo. São entre 3 a 4 vezes por semana, 2 horas cada aula, no mínimo.

Durante a semana procuro estudar, fazer algum tipo de exercício físico, atividades ~do lar~ (como ir ao super, lavar a roupa, limpar a casa e cozinhar), sair de noite pelo menos uma vez, etc. Os clubes noturnos aqui não são muitos, não são necessariamente legais e tampouco gratuitos. Para suprir a falta de entretenimento noturno, as próprias faculdades e o Eurobis (um setor da uni composto por alunos, responsável por "cuidar" dos alunos internacionais) organizam festas evetualmente.

Eu costumava andar de roller durante às tarde e aos finais de semanas no início do semestre. Parei, mas só porque começou a fazer muito frio. Não é mais tão agradável ficar do lado de fora. Porem, os rollers que eu comprei vou levar para o Brasil com certeza. Cinema e bares aqui em Paderborn me parecem opções um tanto difíceis. O cinema porque todos os filmes são dublados e eu ainda não tenho nível de alemão para entender um filme inteiro. Já os bares, porque a cerveja é limitada e absurdamente mais cara comparada com a cerveja que se pode comprar no super. E eu sempre compro cerveja no super. Admito que entretenimento não é um ponto forte de Paderborn, embora a cidade seja bem agradável. Tem muita infra-estrutura mesmo com tão poucos moradores, não é perigosa, fácil de ir para qualquer outro lugar e bonita. 

Como é fácil de viajar, normalmente não fico em casa nos findes. Às vezes passo o dia em alguma das cidades da província, às vezes saio de viagem por 3 ou 4 dias para outros países. Difícilmente passo mais do que 4 dias fora de Paderborn (desde setembro), em função da presença em sala de aula obrigatória no alemão.

Vivo aqui há quase 5 meses. Faltam menos de 2 meses para eu voltar para o Brasil e somente agora resolvi postar sobre a Alemanha... Antes tarde do que nunca! Ressalto que tem sido muito bom viver aqui, que estudar alemão é muito interessante e que a Universidade de Paderborn tem muita qualidade.

Dois fins de semanas atrás, eu e o Marcos fomos à Polonia - algo que devo contar em posts futuros. Já no próximo fim de semana, eu, o Marcos e o Leo vamos a Copenhagen, na Dinamarca. Trarei algumas novidades se possível.

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