quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O programa Mundus Lindus, composto por 20 universidades europeias e latino-americanas, divulgou edital de seleção para mobilidade de estudantes e servidores técnico-administrativos. São oferecidas 5 vagas para alunos de graduação, 2 para doutorado pleno e 1 para técnico-administrativos, com bolsas que variam de mil a 2,5 mil euros.

As inscrições vão até dia 30 de novembro deste ano e o início das atividades está previsto para março para doutorado, setembro para graduação e qualquer mês do ano para colaboradores técnico-administrativo. A mobilidade é da América-latina à Europa e as universidades participantes estão listadas abaixo:


América Latina:

Bolívia: Universidad Mayor de San Simón, Universidad Técnica de Oruro; 
Brasil: Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 
Chile: Universidad de Chile, Universidad de la Frontera, Universidad de Tarapacá; 
Cuba: Universidad de Oriente; 
Equador: Universidad Laica Eloy Alfaro de Manabí; 
Paraguai: Universidad Nacional de Itapúa; 
Peru: Universidad Andina del Cusco, Universidad Nacional Mayor de San Marcos.

Europa:

Bélgica: Universiteit Gent; 
Espanha: Universidad de Valladolid, Universitat Politecnica de Valencia; 
Holanda: Rijksuniversiteit Groningen; Itália:Università di Bologna; 
Portugal: Universidade do Porto; 
Suécia: Uppsala University.
Acesse o site do programa e baixe o guia do candidato. Ao longo do ano de 2013, devem abrir bolsas similares para mestrado, doutorado sanduíche e pós-doutorado.
German Federal Foundation for the Environment (DBU): Doctoral scholarship

A Fundação Federal Alemã (German Federal Foundation) divulgou edital de bolsas para doutorado. São 60 bolsas de EUR 940,00 por mês, entre outros benefícios. Para participar, o candidato deve ter no máximo 28 anos, tese ainda não iniciada e o tema da tese deve estar relacionado à proteção e conservação da natureza e do meio ambiente.  As inscrições vão até o dia 1º de janeiro de 2013

Temas internacionais são bem-vindos, porém é importante que estejam alinhados com a realidade alemã. O candidado deve ter domínio da língua alemã para participar do processo seletivo.

Maiores detalhes,assim como formulário de inscrição, podem ser encontrados no site da Fundação Federal Alemã
O programa brasileiro Ciência sem Fronteiras abriu as inscrições para doutorado pleno, pós doutorado e doutorado sanduíche. Todas as áreas podem ser contempladas com a bolsa do programa. As inscrições vão até o dia 31 de janeiro de 2013 e o valor da bolsa é variável de acordo com o país ou a cidade de destino.


Conheça mais do programa Ciência sem Fronteiras clicando aqui.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A Comissão Fulbright abriu as inscrições para o programa Cátedra Fulbright Dra. Ruth Cardoso, que ocorre na Universidade de Columbia, em Nova York, Estados Unidos. A bolsa destina-se a professores e pesquisadores brasileiros com comprovada experiência nas Ciências Humanas e Sociais, com ênfase em História do Brasil Contemporânea, Antropologia, Ciência Política e Sociologia.

O candidato, para participar, deve ter concluído seu doutorado em 2006 ou em data anterior e estar credenciado como docente e orientador em programa de pós-graduação reconhecido pela Capes. Os selecionados serão contemplados com uma bolsa mensal, alojamento, seguro-saúde, passagens aéreas, entre outros benefícios.

Saiba mais sobre esta oportunidade acessando o site da Comissão Fulbright.
A Comissão Fulbright e a Universidade Indiana, Bloomington, a Jacobs School of Music e College of Arts and Sciences abriram inscrições para professores, pesquisadores, artistas/intérpretes, e compositores brasileiros, que atuem nas áreas de interpretação musical, musicologia, etnomusicologia, teoria musical, composição, ou áreas relevantes para o programa Cátedra Fulbright em Música e Musicologia. O programa tem duração de 4 meses e as inscrições vão até o dia 20 de dezembro

A bolsa é por um período de quatro meses Spring Term ou Fall Term, de acordo com o calendário acadêmico da Universidade Indiana. Para se candidatar, o pesquisador deve ter doutorado ou mestrado concluído, ou possuir formação artística ou profissional equivalentes; além de ter dez anos de experiência em música, musicologia ou área relacionada.

Para mais informações a respeito dos benefícios da bolsa e pré-requisitos do programa, acesse o site da Comissão Fulbright.
A Comissão Fulbright divulgou as inscrições para bolsas de estudos de um ano acadêmico em Community Colleges, precedido por 4 semanas de curso de inglês. A bolsa é voltada para alunos de graduação que estejam cursando bacharelado, tecnólogo ou licenciatura. O programa oferece até 35 bolsas a partir de julho de 2013 e as inscrições ocorrem até o dia 16 de novembro.

Os Community Colleges são instituições norte-americanas de ensino superior voltadas para a formação profissional. Para participar, o candidato deve ser brasileiro e não tem nacionalidade brasileira. Proficiência em inglês, nenhuma reprovação em disciplinas cursadas também são pré-requisitos. As áreas contempladas pela bolsa e seus requisitos são:

- Administração e Gerenciamento de Negócios; Turismo e Hotelaria  e Comunicação deverão estar matriculados em curso superior de tecnologia de uma das áreas, na modalidade presencial, oferecido por  uma instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Os candidatos dessas áreas não podem estar cursando ou possuir diploma de bacharel.
- Os candidatos da área de Educação Infantil deverão estar matriculados em bacharelado/Licenciatura de Psicologia, Pedagogia ou Letras, na modalidade presencial, oferecido por  uma instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), e demonstrar experiência profissional na área específica com Declaração de Emprego.

A bolsa cobre custos de alojamento, taxas acadêmicas, transporte aos Estados Unidos, curso de inglês de 4 semanas, auxílio mensal e seguro saúde. Para saber mais informações, acesse o edital oficial ou o site da Comissão Fulbright.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A Semana Santa, semana que antecede o evento cristão Páscoa, é um grande feriadão que acontece em países como Espanha e Itália devido à forte tradição católica presente ali. Na época de Semana Santa trabalhadores e estudantes estão liberados de comparecer ao trabalho ou a escola. Como eu vivia na Espanha no ano passado, também fui contemplada com esta semaninha de folga das aulas da faculdade. Passei então a organizar uma trip para preencher este tempo livre. O destino escolhido foi a Itália.

A Itália sempre foi um país que eu queria conhecer, porém não sabia exatamente o que ver ou aonde ir. São inúmeras as cidades turísticas e a gente fica naquele sentimento de "não se pode perder nada". Quero dizer, não é somente Roma com seu Coliseu e Vaticano que me motivava a ir à Itália. Eu tinha vontade de conhecer obras de artistas famosos como Michelangelo e Da Vinci, tinha vontade de ver as ruínas romanas de Pompéia, andar de gôndola em Veneza e passear por aquelas ruazinhas estreitas em uma cidade típica italiana, onde todos falam alto e gesticulam bruscamente. Aliás, conhecer a vida italiana de fato me parecia tão fascinante quanto conhecer todos estes pontos turísticos que mencionei. Se ficasse só em Roma, eu provavelmente não veria a "vida típica", mas sim um monte de turistas correndo e se espremendo para tirar fotos.

Bom, consultando sites de passagens aéreas e com o mapa da Itália aberto, tracei rapidamente como eu gostaria que fosse meu roteiro de viagem. Era importante localizar as cidades mais próximas, ou as que eram "caminho" entre uma e outra. Depois de decidido era mais fácil, era só comprar o transporte (ônibus ou trem) entre uma e outra. O roteiro ficou então o seguinte:

- Roma: desceria no aeroporto Ciampino, em Roma, capital da Itália. Foi o que fiz, de fato. Fiquei 4 dias inteiros na cidade, basicamente andando de um lado para o outro, tirando fotos e visitando todo acervo patrimonial que consegui. Eu cheguei primeiro e ao final do dia chegaram meus amigos que viviam comigo na Espanha. Seguimos viagem juntos. Roma fica bem no "meio" da Itália e dela rumamos para o sul: Napoli.

Museu do Vaticano, Roma, Itália
Tudo é meio longe em Roma, então tem-se que estar preparado para tomar transporte público e tem um tênis confortável para caminhar. Dica: hostels mais baratos normalmente estão afastados do centro de Roma.

- Napoli: ou Nápoles, é uma cidade no sul da Itália (região da Campania) e que possui ruínas tão antigas ou mais que as de Roma. É conhecida por alguns fatos interessantes, como, por exemplo, ser a casa da máfia italiana e do time de futebol SSC Napoli, onde jogou o Maradona. Além disso, já foi considerada a cidade mais suja da Europa.
Ao chegar na cidade, confirmamos que era sim a casa da máfia, porém uma máfia mais "tradicional", já não tão "atuante" em âmbito nacional quanto outras máfias mais "novas" - que estariam localizadas em regiões como Palermo ou Sicília. Muitas palavras entre aspas, pois foi dessa forma que me explicaram lá na cidade.
Mas resumindo: há máfia. Ela é, por tradição, a dona da boca, controla o tráfico da cidade, porém não tem o glamour que já teve em anos anteriores. Por outro lado, o fato de ter máfia torna a cidade, de certa forma, menos perigosa aos turistas, visto que não há tanto assaltos e roubos quanto em cidades como Milão. Aquela velha história de que o turista é o cliente. Mesmo assim: cuidado dobrado!
Em relação à sujeira da cidade, também confirmamos. Chegamos no domingo (de Páscoa), então tudo estava fechado e se via lixo para todo o lado. Papéis e sacos plásticos voando por aí, sabe-se lá por quê. Ok, podemos viver com isso. A arquitetura da cidade, bem como seu porto, são exatamente como os vemos em fotos clássicas de Napoli e compensam muito os contras. As ruínas subterrâneas da cidade também são ponto alto (elas têm muitos quilômetros de extensão e boas histórias de como viviam os romanos lá embaixo).
Aliás, foi em Napoli que vimos a verdadeira vida italiana: pudemos conversar com pessoas, tomar uma cerveja na beira do porto olhando o mar e ouvir o dialeto (ou língua) napolitano. Por pouco não vimos o SSC Napoli saindo de um hotel - havia repórteres e fãs esperando para ver os jogadores - porém já não tínhamos mais tempo para permanecermos ali.
Embora tenhamos reservado 3 dias para Napoli, a intensão era visitar a cidade em um só dia. O dia seguinte reservamos para visitas cidades arruinadas pelo vulcão e o terceiro dia guardamos para passar na ilha de Capri.

 - Ercolano, Vesúvio e Pompéia: 2 cidades e um vulcão em um dia. Ercolano, ou Herculano, assim como Pompéia, é uma cidade onde foram encontradas ruínas romanas de uma cidade inteira que foi soterrada e destruída pela erupção do vulcão Vesúvio, há milhares de anos. As ruínas de Ercolano estão muito bem preservadas e os visitantes podem caminhar por entre as ruas e casas (semi-inteiras) da cidade. É uma cidade bem menor que Pompéia, mas a visita vale a pena, devido à preservação.
De Napoli até Ercolano tomamos um trem intermunicipal comum. O próximo passo era irmos até o vulcão Vesúvio. De Ercolano, portanto, tomamos um destes transportes privados de van, que nos levou até lá, nos esperou e nos trouxe de volta a cidade Ercolano.
Boa parte do vulcão se sobe com a van, mas para chegar no topo, só a pé mesmo. É íngreme e cansativo, tanto que tive que parar para descansar no meio do caminho. Chegando no topo, lá na cratera mesmo, acabei me decepcionando: não vi lava. Minha falta de conhecimento em geologia me iludiu me fazendo pensar que veria lava na cratera do vulcão (dã). Ok, hoje sei que só é possível ver em vulcões ativos (o Vesúvio é inativo, felizmente). Mas é legal ver que o solo lá é bem diferente e empoeirado, de uma forma que só havia visto lá. Tendinhas de souvenirs vendem pedras e outras bugigangas superfaturadas que dão muita vontade de comprar - mas a sensatez unida à pobreza impedem o ato do consumo. Depois do vulcão, rumamos a Ercolano para tomar um trem a Pompéia.
Cratera do Vulcão Vesúvio, Itália
Pompéia é gigante. É notável o centro cultural que ela representava para os romanos: coliseu, teatro, os templos, etc. A cidade foi destruída pela erupção do Vesúvio em 79 D.C e ficou oculta até o século XVII. As casas eram grandes, maiores que as que vimos em Ercolano, e as ruas compridas e largas. Até mapa recebemos para caminhar entre as ruínas. Uma curiosidade: o teatro de Pompéia serviu de palco para a gravação de um show do ACDC, hoje disponível em dvd. E de fato o teatro está completamente conservado.

Outra questão interessante é que podemos ver corpos remanescentes de pessoas que morreram com a erupção do vulcão. Na realidade, o processo de conservação dos corpos é o seguinte: muitas cinzas humanas estavam ainda conservadas no "formato" do corpo exato em que a pessoa morreu, porém eram cinzas e desabariam facilmente. Eles cobrem as cinzas com uma massa que posteriormente seca e endurece, permitindo manter aquela forma, como esculturas. É triste, mas interessante. Havia um par de adultos, uma criança e até um cachorro.

Depois de Pompéia, voltamos a Napoli para dormir e no dia seguinte fomos à ilha de Capri.
Cidadãos de Pompéia pelo Vulcão Vesúvio em 79 D.C (Foto por Karla Keys)

- Ilha de Capri: um dos lugares mais bonitos que já vi. A Ilha de Capri é um local turístico que oferece programas para todos os gostos: praia e mar azul, mergulho, passeios de barco, trilha ecológica, visita a cavernas, bares, restaurantes, lojas, teleférico, casas de veraneio chiquérrimas, boutiques, enfim, tudo que se pode pensar. Chegando na ilha, temos que tomar uma funicular em direção ao topo, visto que é uma ilha de formação rochosa e íngreme. Depois de subir, caminhamos pela cidadezinha, passando pelas ruas estreitas e fomos subindo cada vez mais, até a hora em que chegamos a uma reserva natural. Lá o pessoal costuma fazer trilhas e admirar as formações rochosas à volta possíveis de serem vistas em função da altura. Depois passamos por um lado da ilha onde se encontram casas gigantescas de veraneio.
O pessoal fez um passeio - eu não quis porque era caro - de tomar um barquinho a remo e passar dentro das cavernas. Elas tinham luz natural azul (provavelmente alguns raios de luz externos que eram refletidos pelas rochas e água iluminando, assim, a caverna). Vi o vídeo e era muito bonito.
Para chegar em Capri, tomamos um barco no porto de Napoli. A ida e volta devem ter custado uns 30 euros, mas valeu muito a pena. No final do passeio, andamos de teleférico, compramos alguns souvenirs e descemos a funicular.

Em uma das cavernas da ilha de Capri (Foto por Karla Keys)

Passamos mais uma noite em Napoli e na manhã seguinte tomamos um trem em direção a Firenze (Florença). Se tivessemos iniciado o trajeto em Napoli, teríamos seguido somente em direção ao norte, passando por Roma e depois Florença, porém este trajeto não foi possível em virtude dos preços de vôos, incompatíveis com o que nós dispúnhamos para fazer o mochilão. No fim, chegar em Roma, descer até Napoli e depois subir novamente com destino a Florença acabou sendo mais barato.
Os trajetos entre uma cidade e outra fizemos de Trenitalia.

Descrevi neste post um período de 7 a 8 dias. Ainda faltam mais 7. As cidades que ficarão para o post seguinte são: Florença, Pisa, Veneza e Milão.

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